São Vicente de Paulo, místico da caridade e da missão Destaque

terça, 05 setembro 2017 16:05 Escrito por 
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Pe. Vinícius Augusto Teixeira, C.M. Província do Rio de Janeiro (Brasil)

Em sua primeira homilia como sucessor de São Vicente, a 6 de julho de 2016, no contexto da 42ª Assembleia Geral da Congregação da Missão, Padre Tomaž Mavrič exortou-nos a redescobrir e a desenvolver a dimensão propriamente mística de nosso carisma, seguindo a inspiração de São Vicente como “místico da caridade”. O mesmo apelo se repetiu em sua primeira circular, de 19 de setembro de 2016, em preparação à solenidade litúrgica de nosso fundador. Nesta carta, cada um de nós foi convidado a “responder pessoalmente a esta pergunta: Por que e como posso descrever Vicente como um místico da caridade?”. Exímios conhecedores da espiritualidade e da história vicentina já o fizeram de forma magistral, como o próprio Superior Geral demonstra em sua circular, dando a palavra a três Missionários que se notabilizaram por suas pesquisas: H. O’Donnell, R. Maloney e T. McKenna. E, por nossa vez, como não lembrar, com sincera gratidão, os escritosmemoráveis de L. Abelly, H. Brémond, A. Dodin, J. M. Ibañez, G. Coluccia. A estes, que já repousam na eterna paz, podemos acrescentar tantos outros ainda entre nós, como A. Orcajo, G. Toscani, L. Mezzadri, J. P. Renouard, G. Grossi, etc. Somos devedores das intuições desses peritos que, com reverência e paixão, sondaram o coração de São Vicente e dele nos trouxeram o frescor de uma mística capaz de saciar nossa sede, impulsionar nossa busca de Deus e fecundar a caridade e a missão junto aos pobres.

Por mais significativas e relevantes que sejam as contribuições oferecidas por essa plêiade, a pergunta sobre a mística vicentina continua válida, assim como a tarefa de recriá-la nada perdeu de sua atualidade. E a celebração dos 400 anos da concretização do carisma (2017) se apresenta como um momento favorável para recolocar a perguntar e reassumir a ta

refa, fazendo dessa efeméride uma oportunidade de revitalização espiritual e apostólica para toda a Família que se nutre da mística vicentina. De fato, a mística inflama o carisma recebido e transmitido por Vicente de Paulo, de modo a torná-lo sempre dinâmico e atraente, passível de criteriosas e audazes recriações, dentro das diferentes situações e contextos em que seus depositários e artífices são interpelados pelos clamores dos pobres, pelos apelos da Igreja e pelos sinais dos tempos. Sem uma vigorosa mística, alimentada pela seiva de uma profunda experiência de Deus, o carisma vicentino e a missão que dele se origina ficariam carecendo de princípio e fundamento, de vitalidade e profecia, à semelhança de uma casa edificada sobre terreno arenoso e movediço.

1. Mística: mistério de graça e liberdade

Em que sentido alguém pode ser considerado místico? Há muitas respostas possíveis para esta pergunta. A ninguém escapa, porém, que algumas características definem substancialmente uma pessoa marcadamente mística, dotada de vigorosa interioridade, habitada por convicções profundas, iluminada por ideais elevados, dinamizada por uma consciência esclarecida. E tudo isso se exprime numa consistente fibra moral, numa personalidade equilibrada e numa práxis coerente e perseverante. No horizonte da fé cristã, todo místico se distingue por sua familiaridade com o mistério de Deus, por sua apaixonada identificação com Jesus Cristo, por sua docilidade às moções do Espírito. Nessa perspectiva, mística é a pessoa que se reconhece alcançada e envolvida por um amor que a encanta e compromete, aclarando seu entendimento, mobilizando sua vontade e empenhando sua
liberdade. Este amor não se confunde com uma força cósmica, um sentimento fugaz ou um conceito abstrato. Este amor pessoal é Deus mesmo (cf. 1Jo 4, 8.16), que se oferece como dádiva, como fonte de sentido verdadeiro, permitindo ao ser humano a graça imerecida e a alegria indizível de experimentá-lo, acolhê-lo e conhecê-lo, sem, contudo, esgotá-lo. A experiência de Deus, o acolhimento de seu amor e o conhecimento de seu mistério se desenvolvem no seguimento de Jesus Cristo e na receptividade aos dons do Espírito. 

A mística cristã não é uma realidade meramente interior, não se restringe a arroubos emotivos, nem exige fenômenos sobrenaturais para testificar sua autenticidade e eficácia. A densidade de uma mística se verifica sobretudo no exercício das virtudes teologais, numa fé confiante, numa esperança dinâmica, num amor oblativo. Dito de outra maneira, embora germine nas profundezas do ser, a mística produz e oferece seus frutos na vida cotidiana, na tessitura das relações interpessoais, no procedimento ético, na palavra transparente, na entrega generosa de si, no testemunho convicto e convincente da verdade. Mística é, portanto, mistério de graça e liberdade, de dom e compromisso, de oferta e acolhida, no qual a fineza da iniciativa do Senhor se alia ao ser humano que a ele se abandona. 

2. Vicente de Paulo, um místico de verdade

Na trajetória de São Vicente, delineia-se uma mística do mais alto quilate, radicada numa profunda experiência de Deus e numa visceral assimilação do espírito de Jesus Cristo, alentada em um processo gradual de conversão e comprovada na fidelidade inquebrantável de uma vida inteiramente doada aos pobres. São Vicente trilhou os caminhos de Deus, porque primeiro Deus percorreu os caminhos de sua história, iluminando-lhe a estrada, encorajando seus passos, corrigindo desvios, indicando novos percursos, fazendo do homem ambicioso e irrequieto de outrora um singular “instrumento de sua imensa e paternal caridade, que quer estabelecer-se e dilatar-se nas almas” (SV XII, 262). A percepção interior desse mistério configurou a mística de Vicente, dando-lhe um coração capaz de se enternecer diante das misérias de seu tempo e perscrutar os apelos da Providência em cada encontro ou confronto que a vida lhe proporcionava. Foi o que se deu, por exemplo, em Gannes-Folleville (janeiro de 1617), no encontro com um pobre camponês desejoso da paz que só o perdão de Deus poderia lhe conceder e no confronto com o abandono espiritual do povo do campo. A fé permitiu ao Padre Vicente intuir o apelo a entregar sua vida à evangelização dos pobres, unindo-se a outros sacerdotes igualmente tocados pela situação. Em Châtillon-les-Dombes (agosto de 1617), outro retrato da carência humana, o encontro com uma família debilitada pela doença e desprovida do elementar a uma sobrevivência digna. Confrontado com a indigência e edificado com a generosidade espontânea de tantos, Vicente capta o apelo do Senhor a uma caridade inteligente, compassiva e organizada. Ainda o encontro com o zeloso bispo de Beauvais (1628) e o confronto com o estado de imoralidade e ignorância em que boa parcela do clero se via lançada. Foi o suficiente para que o Espírito lhe revolvesse as entranhas e o guiasse, por sendas até então intocadas, a um titânico empenho de reforma do estado eclesiástico, de cuja eficácia o futuro dará testemunho. Na leitura contemplativa dos acontecimentos e em suas respostas audazes às interpelações deles advindas, refulgem o heroísmo da fé de Vicente de Paulo e o viço de sua mística.

Não há motivo para dúvida. Em São Vicente, descobrimos um autêntico místico, um abalizado mestre espiritual, um contemplativo na ação e na oração, que soube reconhecer e secundar a ação da Divina Providência em sua vida e na história, transmitindo com diligência aquilo que contemplava (contemplata allis tradere, como sugere a tradição tomista). O labor caritativo deste homem esquecido de si e doado aos outros dimanava de sua intimidade com Deus, tal como o regato que flui de sua nascente. Seu ardor apostólico hauria vigor de uma vida fecundada pelo Espírito, como a planta que frutifica graças ao que lhe vem de suas raízes.

Tudo o que fazia era, na verdade, como um raio que se desprendia do sol que o iluminava por dentro. A familiaridade de Vicente com o Senhor – geradora de convicção, compromisso e coerência – desaguava em sabedoria prática, caridade audaciosa e ardor missionário. De sua mística – uma “mística de olhos abertos” (J. B. Metz) – nascia o vigor de sua profecia. Era no recato da oração que se perfilava sua arte de formar e transformar. Como recorda o Papa Francisco, sem interioridade, “toda ação corre o risco de ficar vã e o anúncio, no fim das contas, carecer de alma. Jesus quer evangelizadores que anunciem a Boa-Nova, não só com palavras, mas sobretudo com uma vida transfigurada pela presença de Deus” (Evangelii gaudium, n. 259). Transfigurada pela presença de Deus, a vida de Vicente de Paulo tornou-se reflexo e irradiação da compaixão ativa de Jesus Cristo para com os pobres, nos quais podia contemplar e apalpar a imagem de seu Mestre e Senhor a tocar-lhe a consciência e o coração, sempre mais dilatados e esclarecidos pela Graça. Seu primeiro biógrafo reteve esta sua declaração: “Não se pode esperar muito de um homem que não gosta de entreter-se com Deus. 

Se alguém não cumpre como deve suas tarefas no serviço de Nosso Senhor, é porque não se uniu a ele e não lhe pediu o auxílio de sua graça com uma perfeita confiança” (Abelly, III, 50). Com efeito, a veia mística de São Vicente transparece em sua insistência sobre o valor imprescindível da vida espiritual. Certa vez, desejoso de ajudar no discernimento de um austero e dedicado Missionário, que se declarava atraído pelo recolhimento dos Cartuxos, afirmou o fundador da Missão: “A vida apostólica não exclui a contemplação, mas a abraça e dela se prevalece para melhor conhecer as verdades eternas que deve anunciar” (SV III, 347). Em diversas ocasiões, Vicente se mostrará profundamente convencido da necessidade de cultivar a dimensão propriamente contemplativa da vocação de seus Missionários, valendo-se sobretudo da prática da oração: “Dai-me um homem de oração e ele será capaz de tudo. Poderá dizer com o santo Apóstolo: ‘Tudo posso naquele que me sustenta e conforta’ (Fl 4,13).

A Congregação da Missão subsistirá enquanto o exercício da oração nela for fielmente praticado, porque a oração é como uma fortaleza inexpugnável que protegerá os Missionários contra toda sorte de ataques” (SV XI, 83). Mais contundente ainda é a conclusão desta sua repetição de oração: “Demo-nos todos a esta prática da oração, pois é por ela que nos vêm todos os bens. Se perseveramos em nossa vocação, é graças à oração; se vamos bem em nossos trabalhos, é graças à oração; se não caímos no pecado, é graças à oração; se permanecemos na caridade, se nos salvamos, tudo isso é graças a Deus e à oração. Como Deus não recusa nada a quem reza, assim também não concede quase nada sem oração” (...). 

Peçamos, pois, a Deus, com toda humildade, que nos faça entrar nesta prática” (SV XI, 407-408). Só um autêntico místico é capaz de dar à oração o lugar que lhe é devido, como exercício que nos predispõe a receber com docilidade o que o Senhor nos quer dar para tornar frutuosa nossa vida e aprimorar nosso empenho apostólico. Às Filhas da Caridade, chamadas a ser como “outras Santa Teresa”, o fundador assegurará que “a oração é tão excelente que nunca se reza demais e, quanto mais rezamos, mais queremos rezar, quando na oração buscamos a Deus” (SV IX, 417). Por isso, constata, “é impossível que uma Filha da Caridade possa viver sem oração” (SV X, 583).

Não fosse a intensa vida interior que perpassava o cotidiano do Padre Vicente e irrigava sua colossal atividade, jamais conheceríamos o intrépido evangelizador e servidor dos pobres que “quase mudou a face da Igreja” e da sociedade de seu tempo, atravessando os séculos como o santo da caridade e da missão. Com H. Bremond, em sua Histoire littéraire du sentiment religieux en France, não hesitamos em afirmar que “a santidade o tornava verdadeira e eficazmente caritativo”, embora devamos acrescentar que a caridade, acolhida na fé e testemunhada no serviço, constituía o impulso fundamental de sua santidade. Se, por um lado, “não foram os pobres que o deram a Deus, mas Deus que o deu aos pobres” (tomo III, p. 129), por outro, foram os pobres – abrigados primeiro em seu coração e em suas obras – que abriram caminho para que Vicente encontrasse ou se deixasse encontrar pelo Deus de sua vida e de sua vocação, impregnando-se dos sentimentos e atitudes de Jesus Cristo, revestindo-se de seu espírito, como recomendará em distintas ocasiões, como neste colóquio com seus Padres e Irmãos: “Quão importante é revestir-se do espírito de Jesus Cristo! Isso quer dizer que, para aperfeiçoar-nos, para atender utilmente o povo e para bem servir aos eclesiásticos, temos de esforçar-nos por imitar a perfeição de Jesus Cristo e procurar chegar a ela. Isso quer dizer também que não podemos nada por nós mesmos. Temos de encher-nos e deixar-nos animar deste espírito de Jesus Cristo” (SV XII, 107-108).

Na mística vicentina, santidade, caridade e missão se exigem e possibilitam mutuamente, porque procedem todas do coração do Pai, encontram em Cristo seu referencial permanente e se alimentam da força criativa do mesmo Espírito. Em seus didáticos conselhos a um jovem Padre da Missão, nomeado superior de um seminário, São Vicente insiste: “É preciso que vos esvazieis de vós mesmo para vos revestir de Jesus Cristo”. E, ao final, acrescenta um apelo à prática da oração como meio indispensável para assimilar o espírito de Cristo: “Uma coisa importante, à qual deveis vos aplicar cuidadosamente, é ter grande comunicação com Nosso Senhor na oração. Este é o reservatório onde encontrareis as instruções que vos serão necessárias para cumprir a função que ides desempenhar” (SV XI, 343-344). Viver e agir segundo o espírito de Cristo, eis o segredo da vida de Vicente de Paulo e o
fundamento revitalizador de sua mística! Esta é também a experiência que nos transmite, com a vivacidade de sua inteligência toda impregnada do Evangelho. 

3. Mística vivida e compartilhada

A mística de São Vicente aflora em suas palavras impregnadas de fé e em suas obras repletas de misericórdia. Palavras e obras são como efusões de seu coração plenificado pela Graça. Certa ocasião, um Padre da Missão declarou a outro Coirmão: “Não posso exprimir com que efusão, com que abundância do Espírito de Deus ele falava, com que chama, com que veemência! Posso apenas dizer que meu coração estava repleto de alegria e contentamento” (SV XI, 117). Para demonstrar a força persuasiva das palavras de nosso fundador, capazes de encher de júbilo os corações de seus Missionários, nada melhor do que este testemunho do Irmão B. Ducournau, incontido admirador e fidelíssimo secretário do místico da caridade missionária: “Ele fala com uma força incomum. A eloquência e a graça que o animam o fazem tratar os menores assuntos com tanta devoção que ele a comunica sempre aos que o escutam, imprimindo-lhes na alma estima e reverência por tudo o que diz respeito a Deus, e afeição pelas Regras e práticas da Missão. Por isso, todos ficam atentos quando ele fala, e vários ficam arrebatados ao ouvi-lo. Os ausentes, com frequência, informam-se do que disse e demonstram pesar por não estarem presentes (...). Quem fala como ele, com tanta sabedoria, eficácia e amor, sem esmero de preparação e sem ostentação? (...). É o superior escolhido por Deus para injetar espírito e vida nos membros do corpo” (SV XII, 447-448). As palavras do santo pai, mais do que artifícios retóricos, eram transbordamentos de um coração que ardia, cintilações de uma alma verdadeiramente mística, inflamada pela caridade de Cristo.

Mas as palavras de São Vicente convenciam e entusiasmavam, porque nasciam de convicções assumidas na fé e vividas em seu cotidiano. Exemplo disso é a paixão missionária que tantas vezes transmitiu aos seus e que reluzia em seu ministério. Já septuagenário, escreve a uma leal colaboradora, encarregada de uma das Confrarias da Caridade: “Vou dar continuidade à missão de Sevran, a quatro léguas daqui. Talvez não possa deixá-la na sextafeira, para vir à assembleia. Suplico-vos, senhora, apresentar minhas escusas. Parece-me que ofenderia a Deus, se não fizesse tudo que posso pelos pobres do campo” (SV IV, 586-587).

Quando os achaques da idade se impuseram, sentiu profundamente, como uma dolorosa privação, a impossibilidade de partir em missão para os lugarejos mais abandonados. Nada lhe parecia mais necessário, importante e recompensador do que se dedicar, juntamente com seus Padres e Irmãos, a evangelizar os pobres: “Infelizes de nós se nos tornamos relaxados na obrigação que temos de socorrer as pobres almas, pois nós nos entregamos a Deus para isso, e Deus o espera de nós”. E, extravasando seu ardor apostólico, conclui com emoção: “No que a mim se refere, apesar de minha idade, diante de Deus, não me sinto dispensado da obrigação que tenho de trabalhar pela salvação dessa pobre gente. Quem me poderia impedir? Se não pudesse pregar todos os dias, eu o faria duas vezes por semana. Se não pudesse subir aos grandes púlpitos, tentaria fazê-lo dos pequenos. Se não me escutassem desses pequenos púlpitos, quem me impediria de falar simples e familiarmente com esse bom povo, como vos falo agora, fazendo-os se aproximarem de mim, como os senhores estão agora?” (SV XI, 136).

Palavra e vida em perfeita harmonia, como fruto de uma entranhada mística, que jamais se perdeu em voos especulativos e altas elucubrações, que nunca separou e opôs profundidade espiritual e relevância prática, intensa contemplação e qualificada atuação.
Poucos missionários souberam ser tão místicos como Vicente de Paulo, assim como poucos místicos chegaram a ser tão apostólicos como o profeta da caridade e da missão. Seu conceito de missionário é um retrato de seu próprio perfil espiritual: “Um missionário, um verdadeiro missionário é um homem de Deus, um homem que tem o espírito de Deus” (SV XI, 202). Para concluir, citamos a belíssima oração brotada do coração místico de nosso fundador, em uma de suas mais substanciosas conferências a seus Padres e Irmãos, a de 30 de maio de 1659, sobre a Caridade: “Ó meu Deus, concedei-me a graça de que vosso santo amor se grave bem profundamente em meu coração, que ele seja a vida de minha vida e a alma de minhas ações, a fim de que, jorrando para fora, penetre e opere também nas almas daqueles aos quais me dedicarei” (SV XII, 263). A vida de Vicente de Paulo foi assim: o manancial de sua mística era um contínuo extravasamento do amor gravado no recôndito de seu coração, amor que nutria sua vida e palpitava em suas ações, amor que encorajava todas as pessoas que se confiavam à sua orientação, amor que, acima de tudo, cobria a nudez dos pobres e sofredores, enxugando-lhes as lágrimas, minorando suas dores, recriando suas esperanças e dando-lhes a certeza de que Deus os escolhera, por pura graça e misericórdia, para torná-los “ricos na fé e herdeiros do Reino prometido aos que o amam” (Tg 2,5).

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