Filhos de Maria nos altares Destaque

segunda, 29 maio 2017 18:42 Escrito por 
Classifique este item
(0 votos)
  • País: 1

Foi entre 1936 e 1937 que se instalou, na Espanha, a batalha da guerra civil. O confronto resultou em uma grande perseguição religiosa contra a Igreja Católica e seus diferentes movimentos, além de inúmeras marcas negativas na história do país. Desde antes do início do combate, o governo proibiu o ensino religioso nas escolas, ordenou o fechamento de locais onde se reuniam grupos católicos, expulsou ordens religiosas e cristãos foram assassinados em função do exercício de sua fé.

Inúmeros membros da Congregação da Missão, Filhas da Caridade, sacerdotes e também membros dos "Filhos e Filhas de Maria" - associação que hoje é conhecida como Juventude Mariana Vicentina (JMV) estavam entre as vítimas da perseguição. Sete membros dos "Filhos e Filhas de Maria" perderam sua vida por professar a fé e a devoção à Santíssima Virgem.

Seis jovens pertenciam ao grupo que se reunia na Casa da Misericórdia, na cidade de Cartagena. O sétimo jovem, apesar de ser de Valencia, pertencia ao grupo da Basílica da Medalha Milagrosa, em Madrid, e seu martírio está inseparavelmente à sua devoção mariana. Ele se negou a blasfemar uma imagem da Virgem Maria. Líderes da JMV na época, eles foram expressamente perseguidos e condenados à morte por serem Filhos de Maria, segundo consta os documentos históricos.

Naquela época, os jovens que se interessavam em fazer parte da Associação dos Filhos e Filhas de Maria deveriam dar um forte testemunho de vida cristã. Eles realizavam atividades com foco na vivência eucarística, serviços sociais de ajuda aos mais necessitados e atividades esportivas, tendo presente, ante tudo, o amor a Deus expressado na devoção mariana da Associação ao serviço de Jesus.

Os trabalhos para confirmação dos martírios foram iniciados em 1960, que posteriormente foram paralisados e retomados em 2003. No último dia 2 de dezembro, através de um decreto da Congregação para a Causa dos Santos, o Papa Francisco confirmou o martírio destes sete membros da JMV Espanha, além de outros nove membros da Família Vicentina e cinco sacerdotes. Assim, deu início ao processo que os levará aos altares, assegurando desta maneira que seu martírio não será apagado da memória histórica das pessoas que sobreviveram àquela época e estará na memória das gerações futuras.

Como o Papa confirmou o martírio, é oficial que a Família Vicentina terá novos beatos e a Associação se aproxima dos altares. No caso de martírio, não é necessário a comprovação de um milagre para a beatificação. O seguinte passo será a promulgação de um decreto da Santa Sé que indique uma data e um lugar para a celebração da beatificação oficial dos vicentinos, que se espera que seja até julho de 2017. Depois da beatificação, é necessário um milagre comprovado pelo Vaticano para que eles sejam canonizados e possam ser chamados santos.

Os próximos beatos da Família Vicentina, que fizeram parte dos Filhos e Filhas de Maria (hoje JMV), são:

Enrique Pedro Gonzálbez Andreu
Francisco García Balanza
Francisco Roselló Hernández
Isidro Juan Martínez
José Ardil Lázaro
Modesto Allepuz Vera
Rafael Lluch Garín

Rezemos por eles, por suas famílias e pelos sobreviventes daqueles momentos tensos da história espanhola. Peçamos a Deus, nosso Pai, por intercessão de nossa Mãe, que a vida destes jovens nos iluminem cada passo de nosso caminho.
Nos próximos dias estaremos compartilhando alguns dados biográficos de cada um deles.

Por André Peixoto (Voluntário dos países lusófonos 

Ler 2486 vezes Modificado em terça, 30 maio 2017 16:15

12 Comentários

Deixe um comentário

Certifique-se que coloca as informações (*) requerido onde indicado. Código HTML não é permitido.