Menu PrincipalPartilhar da festa de 160º Aniversários da Associaçao PROGRAMAÇÃO MENSAL DE ACTIVIDADES - 2007 Entrevista al Presidente de JUMAR en Xipamanine
Antivirus |
Juventude Marial de Xipamanine Entrevista ao Leonildo da Brígida, Presidente da Jumar em Xipamanine
O maior dom que Deus nos deu é a vida. Mas a vida ganha maior sentido quando vivida em família. Por isso ter uma família, além de ser uma honra, é uma graça de Deus. A família é uma realidade concreta, formada por pessoas concretas. EmÁfrica, o valor de uma família era (ou ainda é) medido pela quantidade dos membros da família. Por isso “quanto maior fosse (for) o número dos filhos, maior era (é) a riqueza da família”. A Família Vicentina encontra um valor expressivo também em África. A riqueza dos seus filhos (ramos) torna a própria Família Vicentina dedicada, zelosa, sempre pronta a responder com um Sim ao dom da vida que Deus lhe concedeu. O tambor colheu, desta vez, os valores da experiência de um dos ramos da Família – Juventude Marial (Jumar) – O presidente partilhou com interesse e dedicação as experiências vividas pela Jumar tanto em Xipamanine assim como noutras regiões. Leonildo da Brígida (Leo) deixou claro ao Tambor (Tam) que ser membro da Jumar, mais do que simples vontade pessoal, é uma graça de Deus. E respondeu com sinceridade às questões que o Tambor lhe colocou. Tam: Leonildo, podes falar-me um pouco de ti e sobre como nasceu a tua vocação a Jumar? Leo: O meu nome é Leonildo A. Brígida Génes. Sou natural de Maputo, membro da Jumar de Xipamanine da qual sou sucede presidente. Sou membro da Jumar desde 2001. Quando entrei no movimento, este era dirigido pelo Deves Herculano, actual Presidente Nacional da Jumar, e pelo Milton João. Tornei-me membro da Jumar da seguinte maneira: na escola da minha paróquia – Nossa Senhora das Graças – realizaramse obras de reabilitação. Eu ia lá ajudar nos trabalhos juntamente com os meus amigos. Num dos sábados, quando me preparava para os trabalhos, veio-me uma informação de que só podia trabalhar depois da reunião da Jumar porque todos os membros da Jumar deviam dirigir-se ao salão da Igreja, onde teriam uma formação. A maioria dos meus amigos pertencia aos grupos da Jumar e dos acólitos, mas eu estava ainda no grupo de crianças e adolescentes.
Quando eles se dirigiram ao salão, um deles, de nome Basílio Neves, perguntou-me: - Porque é que não vais com eles? E eu respondi-lhe: - Eu não sou membro da Jumar! Não sei nada sobre a Jumar; nunca pensei que um dia poderia participar num encontro da Jumar. Ele percebeu que o que eu sentia era medo e falta de coragem e disse-me: - Vamos! É só uma reunião. Serás hoje o meu convidado. E eu fui. A formação já tinha iniciado. Quem dava a formação nesse dia era a irmã Ester, Filha da Caridade. Ela falava dos obstáculos que impediam os jovens de caminhar na Juventude Marial. Tive boa impressão do grupo e decidi ficar. Graças a Deus e à minha vontade, é claro, acabei permanecendo. Ainda hoje sou um jovem mariano e espero continuar por longos anos.
Tam:Quais são as principais funções da Jumar em Xipamanine? Leo: Em Xipamanine a Jumar realiza as seguintes funções, algumas, desempenhadas pelos membros responsáveis, e outras, pelo grupo como um todo: Algumas tarefas estão ao cuidado dos vogais: - Vogal da Formação: é o responsável pela formação do grupo; - Vogal da Liturgia: a sua função é a de escolher as leituras adequadas para a reunião e para a missa; - Vogal da Imprensa: este se responsabiliza pelo relatório dos assuntos abordados no grupo; - Vogal para os Tempos Livres: é quem se encarrega pelos momentos de lazer e entretenimento para o grupo; - Vogal da Caridade: responsável pela serventia aos nossos “amos e senhores”, dos nossos necessitados; - Tesoureira: este toma conta e assegura a caixa de fundos; - Secretária: é aquela que elabora as actas das nossas reuniões e responsável pelas marcações das presenças do grupo. Enfim, preocupase em deixar escrito o historial do dia-adia daquilo que a Jumar realiza. - Vogal das Missões: este membro se responsabiliza pela mobilização dos elementos do grupo para as missões, aonde quer que se realizem, quer dentro da província, quer noutras províncias. - Presidente: é o responsável do grupo, coordena todas as actividades do grupo e anima todos os elementos do grupo. Neste caso, sou eu o responsável do grupo.
Tam: Quais são as actividades concretas que são desenvolvidas? Leo: Nós, como grupo, fazemos visitas aos pobres, sempre depois da reunião do primeiro sábado de cada mês. A reunião começa às 7 horas da manhã com a reza do terço, que é orientada pelo presidente. A oração obedece o seguinte esquema: - Controle de presenças e boas vindas aos novos ingressos; - Leitura da acta da reunião anterior feita pela secretária; - Leitura espiritual; - Partilha da leitura; - Reza do responsório; - Relatório dos trabalhos feitos durante a semana; - Distribuição dos trabalhos para a semana seguinte; - Relatório da tesoureira e recolha das quotas; - Orações finais; - Hino da Jumar. Além disso, participamos nas missões populares com a Família Vicentina. A nossa participação nas missões dura, no mínimo, uma semana. Mas antes da missão, há um tempo dedicado à preparação da missão.
Tam:Falando da missão popular, podias dizer como tem sido esta experiência para Jumar?
Leo: Pela primeira vez, os membros da Jumar de Xipamanine - paróquia Nossa Senhora das Graças – e doutras paróquias realizaram uma Missão popular, na província de Gaza, na zona de Chongoene, em Dezembro de 2006. Quando viajaram a Chongoene, antes da partida em Missão, os membros ficaram impressionados com a forma como foram recebidos em Chongoene, como começaram a criar relações de conhecimento uns com os outros. A equipa que coordenava as actividades da Missão dividiu em grupos os elementos que se entregaram para evangelizar as comunidades, a partir de Chongoene até às zonas circunvizinhas. A formação era dada em fases etárias (crianças - adolescentes, jovens, adultos e, às vezes, em conjunto). Reza vam de dia e de noite. Tratandose da primeira experiência, os membros da Jumar reconhecem que enfrentaram dificuldades por falta da experiência, mas, graças a Deus, souberam enquadrar-se de modo positivo, dando assim um testemunho vivo no meio das dificuldades àquelas comunidades. A primeira experiência da Missão, além de estimular os jovens para uma entrega ao serviço dos pobres, despertou neles um gosto de “obter a felicidade fazendo outros felizes”. Por isso, neste ano, no mês de Março, os Jovens da Jumar empreenderam uma segunda Missão no distrito de Magude. Nesta segunda Missão, as actividades foram cada vez mais sólidas, pois os membros já contavam com a experiência da primeira Missão. As duas missões foram particularmente benéficas à Jumar porque contribuíram para o amadurecimento da nossa fé, como grupo. Permitiram também uma troca de experiência entre jovens de diferentes regiões destas várias províncias e distritos. Os membros da Jumar, ao ensinar algo aos seus irmãos, aprenderam, certamente, algo para também ensinar a outros grupos locais e adquiriram experiência no âmbito humano; alargaram um pouco mais o seu horizonte sobre os diferentes cantos do país.
Tam: Além da missão, quais as outras actividades que permitem estabelecer relações entre a Jumar? Leo: Além da missão, os membros da Jumar estabelecem relações de encontro entre eles através dos Cursos de Formação e dos Convívios. A Formação e o Convívio são dois elementos de extrema importância para as relações da Jumar, pois é através deles que os membros se encontram, se untam como irmãos, criam laços de amizade, conhecem-se uns aos outros, especialmente quando se trata de novos membros. - Na área de Formação, a Jumar conta sempre com a presença e participação amiga dos seguintes formadores: Pe José Luís, Pe Jesus Arzate, Deves Herculano, Pe João, as Filhas da Caridade e alguns seminaristas, enfim, com toda a Família Vicentina em Geral. - Para o Convívio, foi criada uma vasta agenda de actividades, tais como: concursos e danças, campeonato de Futebol, concurso “o sábio”, desfile de modelo (a cara mais linda da Jumar). Tam:E agora! Podias falarme da actual presença da Jumar em Moçambique? Leo: É de extrema necessidade a todo o membro o conhecimento do lema da Jumar: Contemplar, Servir e Amar, por Maria ir a Jesus. Em Moçambique existe já um número considerável de grupos e de respectivos membros: - Maputo1: Malhangalene, Xipamanine - Maputo2: Choupal, Malhazine e Inhagoia - Matola: Amparo e Mastrong - Xinavane: Santa Rita e Comunidade de Sambo -Chókwè: Paróquia Nossa Senhora da Conceição comunidades de Manjangue, Machel, S. Paulo, Bombofo - Chongoene: Chissanwine - Tete: Matundo, Mavudzi - Nampula: Nacala, Nacaroa Tam:Que mensagem gostarias de deixar aos membros da Jumar e a toda a Família Vicentina? Leo: Ao membros da Jumar: não desanimem no serviço a Maria. A semente só germina se lhe for dada a água e se estiver em terra húmida. A planta só se transforma em árvore se for regada diariamente e, por sua vez, a árvore só dá frutos se for bem tratada. Portanto, meus irmãos, trabalhemos mais para que a nossa árvore, que é a Jumar, dê frutos abundantes, isto é, formar mais e ganhar mais e mais membros. À Família Vicentina: louvo o esforço que tem feito no sentido de procurar empreender sempre uma tarefa conjunta. Agradeço também o trabalho que a Família Vicentina tem feito directa ou indirectamente à Jumar. Que todos os membros da Família Vicentina tenham força para trabalhar cada vez mais em prol dos pobres, seguindo os passos de São Vicente de Paulo.
|
|---|
Proibida a reprodução total o parcial, assim como sua traducção a qualquer idioma sem autorização escrita do seu titular.
Reproduction in whole or in part, or translation without written permission is prohibited. All rights reserved