XIX Encontro Nacional da JMV Portugal


    

 

 

Realizou-se em Felgueiras nos dias 28 de Agosto a 01 de Setembro, o XIX Encontro Nacional da J.M.V. Estiveram presentes cerca de 210 jovens, Irmãs e padres. O tema proposto para a reflexão deste ano foi “Que Comunidades construímos”. Um tema muito bem abordado pela equipa que o preparou. Graças a essa equipa, os jovens puderam parar, reflectir e projectar o futuro.

 

O tema estava dividido segundo a dinâmica da J.M.V.: Ver, Julgar e Agir.

 

Assim, no primeiro dia, o sub-tema foi em busca do significado da palavra comunidade. Descobriram o sentido sociológico, antropológico e teológico da palavra Comunidade. Todos os grupos reflectiram e empenharam-se por saber se na realidade a J.M.V. encontra-se inserida na Comunidade.

 

No segundo dia, trabalhámos o julgar. Aqui, cada grupo foi ver o retrato de comunidade no Novo Testamento. A conclusão do dia foi fazer a relação entre os quatro pilares das primeiras comunidades e as características da J.M.V.

 

No último dia, foi o Agir, com o sub-tema “Construímos Comunidades J.M.V.?” Neste dia, cada comunidade pensou qual a necessidade mais urgente na J.M.V. Saíram algumas palavras-chave comuns a várias comunidades: Oração, entrega, sinceridade, espírito de sacrifício, entre outras.

 

O Encontro decorreu numa grande serenidade. Todos os dias eram marcados por símbolos. Um dos pontos altos de todos os encontros é, sem dúvida, a oração permanente. O ambiente na capela estava muito acolhedor e convidativo a todo o jovem que lá entrasse.

 

Também este ano e por razões excepcionais, realizou-se a eleição para o Conselho Nacional, para o biénio 200-2005. cada Centro Regional já se tinha reunido previamente para fazer a eleição. No Domingo à tarde, um representante de cada conselho levou num envelope fechado o voto do seu grupo, que depois foi aberto e lido em voz alta.

 

Bem haja o antigo Conselho por todo o trabalho realizado. Peçamos ao Senhor por este novo Conselho, para que esteja aberto à acção do Espírito. Foi neste ambiente de dar e receber e da proposta do primeiro dia, a união faz a força, que terminou mais um Encontro Nacional, ou melhor, que lançou cada jovem a construir verdadeiras comunidades na sua própria paróquia.

 

Ir. Sandra Cristina, F.C.

 

Tive a graça de poder participar, não a tempo pleno, mas algum tempo cada dia, no XIX Encontro Nacional JMV, realizado nos dias 28, 29, 30 e 31 de Agosto e 1º de Setembro passados. Francamente, gostei de tornar-me jovem e com os jovens...

 

Olhando o panorama, verifiquei que estariam à volta de 200 jovens/JMV. Mas, curioso como sou, vendo criteriosamente o placar das comunidades, certifiquei-me de que o número certo eram 175 jovens. Número valioso, não tanto pelo número, mas pela qualidade. Mais curioso ainda (confesso), tentei certificar-me quantos eram das paróquias confiadas ao zelo pastoral dos Padres Vicentinos. Confesso que fiquei tristíssimo quando vi que, das cinco paróquias vicentinas representadas, apenas 12 jovens eram das referidas paróquias. Número simbólico? O que significa? Faça cada um a leitura que quiser. Quanto a mim, a leitura que faço é que, efectivamente, a JMV ainda não entrou nem foi assumida nas paróquias em que trabalham os Padres Vicentinos. Por quê? Qual a razão? Não sei. Cada realidade vê diferente. Uma coisa parece certa: nós, Padres Vicentinos, parece que não temos a tão falada auto-estima daquilo que faz parte do nosso património. Pior ainda: parece que não temos em nossas paróquias uma pastoral organizada de Juventude. Mas, se a temos, não tenhamos medo nem vergonha de dar-lhe um cunho vicentino. A JMV é um dos ramos da Família Vicentina. E que dinâmica evangélica ela tem?!... Coragem!... Não tenhamos medo dos jovens!... “A Igreja será jovem quando os jovens forem Igreja!”.

 

Será bonito, para não dizer edificante, vermos que os Padres (não Vicentinos), dão mais apreço ao que é “nosso património" do que nós próprios, Vicentinos? Com que “garra e paixão” falamos e promovemos o que é património nosso? Fica a pergunta, para que a resposta seja dada, concretamente na vida, na acção pastoral. Temos medo de propor à JUVENTUDE aquilo que é nosso? Que vicentinos somos?

 

Dando um segundo relance pela panorâmica JMV, com tristeza verifiquei que nem um Seminarista Vicentino estava presente. Já não falo dos Seminaristas mais novos, mas dos Seminaristas Vicentinos mais adiantados. Fiquei triste por não ver nem um!... Será que as férias são para passar somente metidos no meio da família? Será que estavam, simultaneamente, ocupados nalguma acção pastoral mais prioritária? Se sim, muito bem. Se não, muito mal. O Nacional é sempre um tempo forte para parar, reflectir, mudar. E eu pergunto: não vão ser os jovens Seminaristas de hoje que vão ser os Animadores e Assessores espirituais de amanhã? Como poderá acontecer isso, com eficiência, competência e dedicação, se eles, no hoje, estão totalmente a leste? Há que investir neles no hoje para que sejam os ANIMADORES do Amanhã.

 

Diante disto, resta perguntar: Estamos mesmo interessados em cultivar e investir no nosso património?

 

Será que assumimos mesmo em nossas paróquias e/ou realidades pastorais a JMV como um dos ramos da Família Vicentina? Que JMV estamos a construir? Que JMV queremos construir? Que JMV construímos?

 

Pe. João Maria, CM - Visitador