A JUVENTUDE MARIANA TEM UM AMIGO ESPECIAL: O PAPA

1º de Dezembro de 2004: uma data que cada um de nós levará para sempre no seu coração, sobretudo por aquelas palavras de um Papa sofredor, mas com imensa alegria de viver “abençoou toda a Juventude Mariana”..., mas procedemos com ordem.

Foi uma manhã de Novembro, o céu estava cinzento e chovia continuamente, ao meu telemóvel (celular) e ao de todos os outros membros do Conselho Nacional, chega um Sm que é uma espécie de sol: “O Papa receber-nos-á no primeiro de Dezembro”.

A primeira coisa que pensei foi: “foi a Ir. Alena que fez isto!”, ela, com a sua grande humildade, foi a organizadora de tudo isto, quis cumprir um desejo seu; mas a coisa mais bonita foi partilhar connosco a realização deste desejo, quis partilhar connosco esta alegria!

Nem a greve nacional de 30 de Novembro em Itália, nem a chuva com que despertamos nessa quarta-feira pela manhã, nos pararam nesta aventura. De facto, às 8:30, passamos as portas da espectacular Aula Nervi, com alegria e contudo um pouco incrédo-los por tudo o que estava a acontecer. O ar da sala era um conjunto de alegria e espera. Maria Inês, Presidente Nacional da Associação Mariana (JMV de Itália), olhava emocionada; ela representava-nos diante do Papa, juntamente com o P. Bruno Gonella, CM, Assessor Nacional e a Ir. Alena Jurkiova, FC, a irmã responsável do Centro de Roma.

A audiência começou às 10:30. quando o Papa ultrapassou o umbral, a Aula Nervi encheu-se de alegria: mãos que aplaudiam, bandeiras e lenços, os nossos eram azuis que agitávamos em sinal de saudação, todos os olhos brilhavam, e depois ... aquela voz, a sua voz sempre quente e acolhedora

A Catequese teve como tema o salmo 71, a primeira secção, um dos salmos reais, onde se trata o tema da responsabilidade, sobretudo das pessoas a quem se confiou alguma autoridade ou poder: “O importante é sentir-se sempre inspirado por Deus e desenvolver o próprio trabalho de modo justo, honesto, promovendo a paz, sempre procurando a verdade, à procura de Cristo” ... O Papa revelou-nos um aspecto seu e muito vicentino, convidando-nos a ter cuidado com os mais débeis e os mais necessitados, abrir os olhos e o coração, “fazer-se testemunhas para anunciar a chegada de Cristo”.

Em seguida, seguiu-se a tradução em língua francesa, inglês, espanhol, alemão e polaco, com a lista de todos os grupos presentes, o Papa demonstrou o seu amor por todo o mundo: saudou a todos na sua língua, foi muito bonito e significativo escutar este homem. Um homem com tantos desejos de ir ao encontro das pessoas, mas obrigado a fazer-se transportado sobre uma cadeira; um homem com desejos de ser humilde e fazer-se servidor, e obrigado a ter que depender de alguém para beber um copo de água ... que coisa pode ter, que coisa pode dar um homem assim? Bastava observar o seu olhar, aqueles olhos que conseguem comunicar amor, viver o amor, ser amor ...

Cada vez que se la o nome do grupo presente e este se fazia sentir e reconhecer com um cântico, um aplauso, um “JOÃO PAULO II, TE QUER TODO O MUNDO”, o Papa parava a leitura, com lentidão levantava o olhar, procurava-o e com um sinal da mão, a seu sinal típico, a saudação.

Um momento muito comovedor foi quando um grupo polaco entoou um cântico, ele baixou o olhar comovido, na minha opinião naquele momento ensinou-nos a sua humildade, a sua debilidade, a sua fragilidade; mas depois levantou o olhar e sorriu com aqueles olhos ... Deus sustém-nos realmente em cada momento da nossa vida!

Depois de recitar o Pai Nosso (“Tudo o que levam convosco será benzido, assim como todas a pessoas levam em seu coração, de maneira especial as crianças e os doentes”), Maria Inês, o P. Bruno e a Ir. Alena, subiram ao palco e ajoelharam-se diante deste pequeno homem, de aparência frágil e doente, contudo capaz de emocionar ... quando desceram, os seus rostos eram radiantes, sobretudo todos os olhos ainda molhados da Maria Inês. Ofereceram ao Papa como presente um lenço da JMV, a “tessera” (pagela com orações), e 3000 “Milagrosas”, para enviar a todas as terras de missão.

Foi duro ter que sair da Aula Nervi, ter que descer daquele Monte Tabor ... mas o Papa confiou-nos (a toda a JMV) uma missão: “Anunciar Cristo, anunciar o Messias”.                                                                                             Michy