Celebrações


 

Epílogo

 

Robert Maloney CM

 

Os Evangelhos descrevem singela a espiritualidade de Maria de forma singela: “ouviu a palavra de Deus e a observou” (Cf. Lc 8, 19-21). São Vicente recordava aos seus seguidores que “Maria, mais que qualquer outro fiel, captou o sentido do Evangelho e deu testemunho do mesmo” (SV. XII, 129 / ES XI, 428).

O paralelismo entre a oração e a ação é um dos elementos mais importantes para uma espiritualidade autêntica. São Vicente tinha uma profunda convicção de que, para viver de forma equilibrada, a oração e a ação devem respirar juntas, como os pulmões de um corpo. A oração separada da ação pode-se desfigurar e acabar sendo uma fuga da realidade; pode-se dissolver em fantasia ou criar ilusões de santidade. Por outro lado, a ação sem a oração torna-se superficial, “compulsiva”, tóxica. A espiritualidade alcança o seu equilíbrio quando há uma harmonia perfeita entre oração e ação.

A espiritualidade genuína transforma a nossa humanidade, faz com que sejamos mais amáveis e atenciosos com os nossos irmãos; estabelece em nós a vontade de “servir e não de sermos servidos” (Cf. Mc 10,45) e a convicção de que “É maior felicidade dar que receber” (At 20,35); leva-nos a sermos missionários no mundo inteiro. Na oração, ouvimos a voz de Deus que nos chama a sairmos e servirmos aos demais, partilhando a Boa Nova com eles “através de obras e palavras”, como São Vicente gostava de dizer.

Finalizando este livro, rezo para que todos os que façam uso dele assumam a oração como uma prática incessante em sua vida e para que prosperem dia-a-dia, iluminados pelo Espírito Santo e dispostos a servir e a ser missionários do Senhor no mundo inteiro.

Robert P. Maloney, CM

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